Adriano Moreira

Jerusalém e o “Discurso de Ódio”

Depois que o ex-Presidente Trump assumiu a Presidência dos EUA, decidiu ter um poder múltiplo, incluindo colocar na cidade santa de Jerusalém a Embaixada do seu Estado, notícia agravante sobre o conflito entre Israel e os palestinos. Há quinze anos que Gaza sofreu cinco expedições punitivas, usando excelente armamento, que os adversários não possuem. Isto é um ataque sem fim que se desenvolveu contra a Palestina, sobre o qual se noticia que, depois de onze dias de combate o resultado foi 230 mortos palestinos contra 12 mortos israelitas.


MORTOS E VIVOS DAS GUERRAS

O livro, sobre “Grande Guerra e Guerra Colonial”, cujo autor Doutor Ricardo Ferraz, tem uma notável consagração universitária, incluindo a participação em várias instituições de investigação ou de ensino, suscitou uma atenção e consagração de ilustres universitários.


A geração grisalha

A gravidade e dimensão da pandemia, este ataque que não distingue etnias, crenças, nacionalidade, história, e começa por isso a atingir povos e criar fronteiras, vai acentuando uma nova distinção das gerações, como que avaliando as limitadas capacidades de prevenção ou cura pela separação das idades, dando especial desatenção ao que, para recordar antigas prosas, podemos chamar “geração grisalha”.


O Aviso

O discurso de Trump na Assembleia Geral da ONU, na 75.ª reunião da Assembleia, foi antes um aviso do que a participação exigível pelos estatutos sobre a definição e proposição nas responsabilidades do todos os Estados membros na urgente necessidade de estabelecer a abalada ordem mundial pela crise ameaçadora do Covid-19.


Uma problemática de Assis

Foi limitadamente retribuída a intervenção de João Paulo II no sentido de conseguir, depois da Guerra de 1939-1945, a criação de um diálogo inter-religioso para todas as religiões, a partir dos encontros de 1986-2002, que contribuíram, ainda assim, para a paz e o desenvolvimento sustentado. A expressão dessa vontade teve forma no que chamei a Nova Mensagem de Assis, porque foi nessa cidade santa que se iniciou, com grande diversão e variada participação, incluindo portugueses.


A crise do Multilateralismo

O pensamento internacional que orientou a organização da ONU, embora fazendo circular a convicção da igualdade dos Estados membros, sem diferenças étnicas, culturais, e poder, de facto aristocratizou o objetivo essencial que era a manutenção da paz. Nesta data o excelente grupo de Thierry Montebrial (Ramese, 2020) desafia a meditação.


A Missa sobre o mundo

Há semanas que, na Academia das Ciências se realizou uma sessão que teve por tema “Teilhard de Chardin e a conjuntura mundial”. É de recordar que a longa vida de Chardin, não como antropólogo, mas como sacerdote cujos pensamentos tiveram sempre presente a lembrança do conselho da sua mãe no sentido de que as coisas não se perdem, mudam, transformam-se. Deixou escrito: “é à minha mãe que devo visão otimista que apoiou a minha carreira de investigador”.


A crise climática e a estratégia

Embora as previsões cientificas sobre a crise climática, as crescentes ameaças à biodiversidade que aceleram, crescendo a literatura que encontra dificuldades para fortalecer a lealdade ao Acordo de Paris, ganha importância e inspira perspetivas sérias, a probabilidade destes fatores de sustentabilidade e degradação levarem a conflitos graves, incluindo militares. As tentativas das emigrações de desesperados que, juntando naturais da Guatemala, de Salvador e das Honduras, tentaram entrar no território dos EUA, que reagiram sem piedade no outono de 2018, levaram H.


O Desafio à Ordem

Uma das exigências, nem sempre respeitada no sentido de conseguir definir uma governança que discipline, a partir de um conceito de “justiça natural”, a globalização das interdependências, sofreu, neste ano que fora anunciado feliz, um desafio extremamente preocupante. A causa foi o assassinato do General Soleimini, na sexta feira 3 de janeiro do novo ano, por ordem do Presidente Trump, no território do Iraque.


Assinaturas MDB