Luís Filipe Guerra

Juiz, membro do Centro Mundial de Estudos Humanistas

Culturas telúricas

Conversar com a população transmontana é, além de tudo o mais, sentir o substrato de ruralidade que nutre as suas vivências, passadas e atuais. Mesmo aqueles que vivem nas cidades, mantendo atualmente um estilo de vida predominantemente urbano, mostram os sinais de uma cultura profundamente telúrica, que o escritor Miguel Torga tão bem soube ilustrar nos seus contos.


A rebelião contra o sofrimento

No final do mês passado, tive a oportunidade de me reunir com um grupo de estudos que tinha como interesse comum refletir sobre a seguinte pergunta: “À medida que a vida passa, cresce em ti a felicidade ou o sofrimento?”1
E se essa era a pergunta, a atitude que orientava a procura da resposta era a de saltar por cima do sofrimento, para que pudesse crescer a vida em cada um e não o abismo ou a sombra.


Regresso às aulas

Com a aproximação do outono acaba também o período de férias escolares.
Por todo o lado, a azáfama própria do regresso às aulas toma conta das famílias.
Ajustam-se novamente as rotinas para organizar o dia em função dos horários escolares dos filhos, bem como para incluir as suas atividades extracurriculares, se for esse o caso.


Tempos livres

A chegada do verão está associada ao período de férias, senão no presente, pelo menos na memória ou na imaginação de cada um. No geral, as férias estão gravadas com uma sensação leve, alegre e luminosa, apesar dos percalços que podem sempre suceder.
Trata-se de um tempo livre em que, em princípio, cada um pode fazer o que mais gosta.
No entanto, a experiência demonstra que, em muitos casos, há inúmeras tarefas pendentes de que só no período de férias se consegue tratar, consumindo tempo livre.


O tempo da solidão

O Século da Solidão” é um livro recentemente editado em Portugal, da autoria de Noreena Hertz, o qual, segundo a respetiva sinopse, nos dá “um retrato desassombrado, mas otimista, do mundo solitário que construímos e mostra-nos como a pandemia de Covid-19 acelerou o problema da solidão e o que precisamos de fazer para nos religarmos”.


O mundo pós-pandemia

Um dos exercícios mais complicados da atualidade é prefigurar como será o mundo pós-pandemia, sem que nos limitemos a projetar os nossos temores ou desejos momentâneos, mais grosseiros ou mais elevados, mas sim descrevendo e interpretando as tendências que se desenham nas sociedades humanas dentro de um processo histórico maior.
De outra forma, cada um tratará de ver nesta situação a mera confirmação das suas crenças e expetativas, por mais contraditórias ou insustentáveis que se afigurem.


Refúgios e Esperanças

Estar em casa é um exercício que produz alguma ambivalência, ainda que agora não pressione tanto essa sensação conhecida de estar a perder alguma coisa importante no exterior, porque não há atividades culturais, recreativas ou desportivas, em que se possa participar juntamente com outros.


Experiências do confinamento

Durante esta última quinzena, voltámos a formas de confinamento mais severo, tal como havia acontecido nos meses de março e abril do ano passado.
Passear nas ruas das cidades transmontanas, assim como no resto do país, é agora uma experiência desoladora, com a maioria dos estabelecimentos comerciais, culturais e de ensino encerrados.
E, contudo, a vida continua dentro de portas, adaptando-se melhor ou pior às novas circunstâncias, enquanto aguarda a oportunidade de voltar ao espaço público.


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