Bragança

Valter Vinagre ‘Entre a ruína e o fogo’ numa centena de imagens expostas no Centro de Arte Contemporânea

Publicado por Glória Lopes em Qui, 2019-11-21 10:12

Cerca de uma centena de imagens de Valter Vinagre constituem a exposição intitulada pelo artista ‘Entre a ruína e o fogo’, patente ao público no Centro de Arte Contemporânea, em Bragança, que reúne uma parte significativa de vários períodos da obra do fotógrafo. A mostra tem incidência em três séries de fotografias, algumas delas na posse de instituições, nomeadamente ‘Da natureza das coisas’, que veio da Travessa da Ermida, ‘Húmus’, da Fundação D. Luís I e ‘Sob o signo da Lua’ , da coleção privada do fotógrafo e um dos mais recentes trabalhos realizados e editados. “O título desta exposição, em Bragança, acaba por ser uma síntese do que é o meu trabalho desde o começo. A ruína é uma coisa muito presente no meu trabalho, tal como o fogo, ambos têm muito a ver com algo que é naturalíssimo, que é a vida e a morte. Eu quando fotografo a morte, estou a pensar na vida. O fogo é o renascimento de tudo depois da destruição”, explicou Valter Vinagre ao Mensageiro, acrescentando que através das imagens procura dar resposta às próprias inquietações do ponto de vista político ou filosófico. “Essencialmente é o que eu procuro. Umas imagens são retratos outras não. O meu trabalho é todo ele feito a partir de uma permanente inquietação e interrogação. Não consigo ser totalitário, as pessoas chegam aqui e olham para uma imagem - que para mim pode ter um sentido, de uma resposta a uma inquietação minha - e tiverem um sentido contrário ao meu, não me incomoda nada. Uma das funções da arte é libertar as pessoas e dar-lhe horizontes, sem elas estarem à espera”, sublinhou Valter Vinagre.