Editorial - António Gonçalves Rodrigues

Serviço público e servir-se do público

O serviço público tem sido um tema cada vez mais recorrente nas notícias de telejornal, sobretudo com as diatribes do ministro Cabrita.
Eduardo Cabrita será, mais dia menos dia, mais uma vítima do cargo de Ministro da Administração Interna (uma das pastas que mais ministros devora) e das suas próprias fragilidades humanas após vários anos a pairar pela política.
Desde o acidente mortal em que o carro em que se fazia transportar aconteceu, a atenção focou-se na facilidade com que vários titulares de cargos (e carros) públicos quebram os limites de velocidade.


O fumo e o fogo

O dia de terça-feira ficou marcado pela notícia de buscas da Autoridade Tributária relaciolnadas com a venda das barragens da EDP e do não pagamento de imposto de selo no valor de 110 milhões de euros.
Ao longo de vários meses, diversas entidades (deputados, partidos, movimento de cidadãos) têm feito eco do sentimento de injustiça que o Nordeste Transmontano vive pela não compensação que se crê devida por este negócio de transmissão de património de todos os portugueses.


A oportunidade que se perde

Bragança acolheu, no passado fim de semana, um encontro de empreendedorismo jovem com troca de experiências entre o Norte de Portugal e a Galiza (Espanha), organizado pela Federação Nacional das Associações Juvenis.
Não deixa de ser sintomático que este encontro tenha decorrido em Bragança, um distrito que, ao longo da última mão cheia de anos, tenha perdido cerca de metade das suas associações juvenis (atualmente são 37).
Um problema que, digo eu, se vai agudizar ainda mais e que se alastra a outras vertentes da sociedade, como a participação política dos jovens.


Serviço público está fora de moda

De acordo com a Fundação Francisco Manuel dos Santos, numa publicação sobre direitos e deveres dos cidadãos, o serviço público é o conjunto de atividades e tarefas destinadas a satisfazer necessidades da população. Esses serviços são normalmente prestados por entidades de natureza pública, mas também podem ser assegurados por entidades de natureza privada ou mista, sob fiscalização do Estado.


Festejos, arraiais e outros que tais..

Afinal, os ingleses é que sabem. Portugal, com a região de Lisboa e Vale do Tejo à cabeça, volta a estar nas bocas do mundo devido à pandemia e pelas piores razões, com os novos casos e novos internamentos a subir há um mês e a colocar em risco o processo de desconfinamento.
Vários concelhos arriscam-se a voltar no tempo, ao tempo que antecedeu festejos futebolísticos, arraiais partidários e outros ajuntamentos, que o verão irá tornar mais frequentes.


Mandos e desmandos

A semana começou com uma notícia que muito irritou os portugueses, sobretudo os que, como nós, vivem perto das zonas de fronteira e, mais ainda, os que têm de a cruzar regularmente, sobretudo para irem para os seus empregos.


África, Trás-os-Montes e a multiculturalidade

África é "o continente do futuro".
A convicção foi manifestada pelo antigo Primeiro-Ministro caboverdiano, Carlos Veiga, à margem da comemoração do Dia de África, no Instituto Politécnico de Bragança.
Que o continente africano está cheio de potencialidades, humanas e naturais, ninguém duvida. Mas África não é só o continente do futuro em África.
Também por cá, no Nordeste Transmontano, África poderá ser o continente do futuro.


A riqueza e a sua distribuição

Um estudo apresentado esta semana por Vítor Gaspar, o antigo Ministro das Finanças de Passos Coelho, concluiu que o Fisco português poderá estar a perder, anualmente, cerca de 500 milhões em IRC (imposto sobre lucros das empresas) - ou nove por cento da receita total anual deste imposto - por causa do "desvio" das bases de tributação de empresas multinacionais que, embora tenham atividade em Portugal, vão pagar impostos (mais baixos) a outros territórios mais vantajosos do ponto de vista tributário.


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