Editorial - António Gonçalves Rodrigues

O equilíbrio e o bom senso

Aproximam-se os últimos dois meses do ano, tradicionalmente de grande carga emotiva entre os fiéis.
Por um lado, a solenidade dos Fiéis Defuntos e o dia de Todos os Santos mexem com o equilíbrio de quem perdeu entes queridos e aproveita estes dias para um suplementar reavivar de memória - porque estas coisas nunca se esquecem.
Por outro lado, em dezembro assinala-se o nascimento de Jesus, no Natal. Uma data tradicionalmente de reunião familiar.


O meu amigo Zé

Toda a gente tem um amigo Zé. Hoje vou falar-vos do meu.
O meu amigo Zé é uma pessoa preocupada com a sociedade. Gosta de ter um sentido crítico sobre aquilo que o rodeia. Mas, tal como manda a tradição portuguesa, deixa-se inquietar mais pelo pedação de líquido que habitualmente falta no copo do que se deixa alegrar pelo esforço despendido para o encher.


Segunda vaga

“Como uma onda no mar”, cantavam os Pólo Norte. É assim o tempo em que vivemos, como uma onda no mar, uma atrás da outra.
Depois de uma vaga inicial assustadora (mais do que devastadora), a pandemia instalou-se nas nossas vidas, e o vírus recuou na intensidade. Tal como previsto.
Os meses de verão serviram para transmitir a muitos de nós aquela falsa sensação de segurança de que tanto se falava nas primeiras semanas de pandemia.


A mesma medida para o que é diferente provoca diferenças ainda maiores

regresso às aulas que hoje se concretiza na maioria das escolas do país constitui um dos maiores desafios para a nossa sociedade nos próximos tempos de pandemia.
A convivência de milhares de alunos, professores e funcionários no mesmo espaço é um potencial de contágio sem precedentes.
Depois de seis meses afastados das escolas, os alunos, sobretudo os mais novos, estarão, certamente, ansiosos pelo regresso ao convívio com amigos e colegas e às brincadeiras do costume.


O legado que deixamos

O Papa Francisco acusou, esta segunda-feira, os países e empresas do hemisfério Norte de enriquecerem à custa da exploração dos recursos dos estados pobres do Sul, alertando para as consequências ambientais desta atuação.
“Estamos a espremer os bens do planeta. A espremê-los como se fossem uma laranja”, afirmou o chefe da Igreja Católica, lia-se numa notícia da Agência EFE, de Espanha, que citava um vídeo divulgado sobre o tema da Jornada Mundial da Oração pela Criação.


O tempo que parou e que nos parou

Agridoce. É este o sabor que fica no paladar depois de uma volta por uma qualquer cidade ou vila do Nordeste Transmontano, uma terra em que o tempo quase parou mas em que temos vontade de acelerar os ponteiros do relógio. Até um outro tempo, lá mais à frente, que esperamos não seja longínquo mas em que a nova normalidade seja tão normal como a velha.


Esperança e Fé

Este querido mês de agosto tem sido menos carinhoso do que o costume, sobretudo para os comerciantes locais do Nordeste Transmontano.
Após dois meses (nalguns casos mais) de paragem forçada, as restrições de movimentos impostas não permitiram o ansiado regresso à normalidade, numa altura do ano em que as faturações têm de compensar, em muitos casos, meio ou mais.
É em alturas destas que a nossa Fé é posta à prova.


Autárquicas já mexem e prometem ser quentes

Domingo, dia 02 de agosto, o Papa Francisco lançou um alerta. “Espero que, com o compromisso convergente de todos os líderes políticos e económicos, o trabalho seja relançado: sem trabalho, as famílias e a sociedade não podem seguir em frente. Vamos rezar por isto, porque é e será um problema do pós-pandemia”, disse, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação da oração do ângelus, citado pela agência Ecclesia.
"Perante centenas de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, Francisco manifestou a sua preocupação com “a pobreza, a falta de trabalho”.