A opinião de ...

Luz ao fundo do túnel

Duzentos e cinquenta e três dias desde o início da pandemia e o Nordeste Transmontano viveu a pior semana em termos de novos infetados.
Em sete dias, foram 485 os novos casos registados pelas autoridades de saúde do distrito de Bragança.
A ameaça de um novo confinamento paira no ar na pior altura possível para o comércio tradicional, já por si maltratado.
Depois de anos a definhar lentamente, os efeitos desta pandemia podem ser os últimos pregos de um caixão anunciado. Se nas grandes cidades muitas lojas de rua estavam associadas ao turismo, no Nordeste Transmontano, salvo exceções como Miranda do Douro, é dos emigrantes (no verão) e dos residentes (no resto do ano) que a maior parte dos lojistas depende para fazer a sua feira.
A época em que habitualmente há uma lufada de ar fresco que ajuda a compor o ano está, este ano, revestida de tristeza e incerteza.
Sem pessoas nas ruas a fazer as compras de Natal, nem o brilho das luzes de Natal há de apagar as nuvens negras que têm sido lançadas sobre o pequeno comércio.
Mas, nos últimos dias, as notícias do surgimento das tão ansiadas vacinas aparece como a luz ao fundo do túnel. O problema é que ainda não se sabe qual a real extensão do túnel que nos rodeia e quanto tempo demoraremos a atingir a tão ansiada luz.
Porque uma coisa é encontrar o produto que serve de vacina. Outra é produzi-lo e distribuí-lo em doses suficientes para a população mundial. E esperar que, entretanto, o vírus não sofra nenhuma mutação que torne os esfoços infrutíferos.
Há que ter fé.

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