Congresso “Implicate” juntou personalidades para debater o tema “Humanismo”
Comunicadores, clero e leigos reuniram-se na Casa da Cultura Mestre José Rodrigues, em Alfândega da Fé, em ambiente de casa cheia, para refletir sobre a palavra “Humanismo” e todo o seu significado, uma iniciativa que foi o mote do III Edição do Congresso “ IMPLICATE”.
Vários especialistas defendem que o “Humanismo” é uma postura de vida filosófica e ética, que afirma que os seres humanos têm o direito e a responsabilidade de dar sentido e forma às suas próprias vidas.
Trata-se, assim, de perspetiva comum a uma grande variedade de posturas morais que atribuem a maior importância à dignidade, aspirações e capacidades humanas, particularmente racionalidade. Embora a palavra possa ter diversos sentidos, o significado filosófico contemporâneo destaca-se por contraposição ao apelo ao sobrenatural ou a uma autoridade superior.
O significado do termo "Humanismo" mudou de acordo com os sucessivos movimentos intelectuais que com ele se identificaram.
Em pleno século XXI, o “Humanismo” pode ser interpretado de várias formas como fizeram os apresentadores de televisão e comunicadores Jorge Gabriel apresentador da RTP, que apontou como exemplo as coisas e gestos simples do quotidiano. Por sua vez, Sónia Araújo, também apresentadora da RTP, refletiu sobre o silêncio e o seu valor, para quem vive num mundo cheio de solicitações.
Já o Pe. Paulo Duarte (jesuíta), incidiu na agressividade e no seu lado mais desumano, uma dissertação que colocou a pensar sobre o tema toda a plateia e levantar a questão “ como pudemos ser mais humanos?!.
O pároco de Alfândega da Fé, Manuel Ribeiro, e um dos mentores deste Congresso disse que o “Humanismo” não pode ser apenas um chavão filosófico ou linguístico, mas, sim, tornar-se numa realidade palpável e afetiva.
“O nosso desejo foi suscitar, implicar e provocar para que esta realidade se torne efetiva e presente”, acrescentou o clérigo.
Para o Pe. Manuel Ribeiro e em jeito de balanço os três oradores convidados e cada a seu jeito foram capazes de abordar o tema proposto, abordando uma perspetiva humana, profissional e espiritual, pontos que foram marcantes durante a sessão.
Já a vice-presidente da Câmara de Alfândega da Fé, Maria Manuel Silva, disse que a autarquia apoia este tipo de iniciativa porque cria momentos e espaço de reflexão já que ao longo dos anos nos vemos confrontados com perguntas para as quais não temos resposta.
“Acho que nós, sociedade, estamos a sentir falta de momentos e espaços de reflexão”, vincou a autarca.
O congresso foi promovido pelo Polo de Cultura e Ciência de Alfândega da Fé (PCC) da Universidade Aberta, com a colaboração do município de Alfândega da Fé, do Secretariado Diocesano da Pastoral da Cultura e Turismo Bragança-Miranda e da Fundação Cónego Manuel Joaquim Ochôa.
Na plateia foi possível ver responsáveis por Intuições Particulares de Segurança Social (IPSS), autarquias, forças de segurança, professores, párocos, cidadãos comuns e outras personalidades ligadas à sociedade civil.
Durante o evento, foi ainda apresentado o livro que resulta do ‘podcast’ “E se falássemos de Fé”.
Foi deixado, ainda, um agradecimento à organização, a todos os parceiros institucionais, aos oradores, ao protocolo presente, aos voluntários e a todos os participantes neste Congresso.
