Pe. Estevinho Pires

Quatro palavras vocacionadas: gratidão, coragem, tribulação e louvor

O Papa Francisco é comedido nas palavras para, como se diz na gíria desportiva e militar, acertar no alvo e não desperdiçar munições. Falou de quatro palavras da vocação, na celebração do 57.º Dia Mundial de Oração pelas vocações, no dia 3 de maio: “gratidão, coragem, tribulação e louvor”. Ainda que de forma improvável, eu sinto as palavras vocacionadas, neste tempo de pandemia, refletidas nas notas e comunicados da Conferência dos Bispos Portugueses, Espanhóis e, Italianos.


Ajuda na libertação do cerco, com mensagens aos que fazem funcionar o país

A necessidade de ser úteis e, cumprir a boa ação, levou os escuteiros, caminheiros [jovens adultos, dos 18 aos 22 anos], do Agrupamento XVIII, de Bragança, no dia 30 de março, deste ano, a lançar uma iniciativa de apoio a quem está na primeira linha de combate à Covid-19, o “Abrigo de Sorrisos”. Esta plataforma informática alojada no “Facebook” senta todo o agrupamento a desenhar, a escrever e, também a pedir mensagens, como o Chefe Pedro Fernandes: “conhece alguém que está na “linha da frente” a trabalhar por nós? Quer escrever uma mensagem de motivação para esses Heróis?


Isolado socialmente mas em comunhão espiritual com todos e cada um de vós.

A todos os paroquianos de Alfaião, de São Pedro de Sarracenos, de Samil, à Confraria do Senhor Jesus de Cabeça-Boa, aos Escuteiros, do Agrup. XVIII e, de um modo particular aos idosos e doentes, nas suas casas, em diferentes instituições sociais, no Lar de São Pedro de Sarracenos, no Palácio da Sabedoria, no Hospital de Bragança, a todos os seus cuidadores, familiares e, profissionais que os assistem, a todos desejo saúde e paz.


Quaresma reforçada, Páscoa renovada

O dramatismo do surto pandémico Covid-19 apresenta-se-nos como uma oportunidade de maior consciencialização para todos, crentes e, não crentes. “Mesmo nesta situação de crise delicada, Deus não nos abandona, está connosco”, como refere D. José Cordeiro, incentivando-nos à “criatividade pastoral e litúrgica” remetendo-nos para uma maior vivência em casa, e em família.


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