Nordeste Transmontano

Agência de Desenvolvimento do Vale do Tua assume obra de consolidação dos taludes da linha de caminho de ferro

Publicado por António G. Rodrigues em Qui, 2019-09-05 09:56

A Agência de Desenvolvimento do Vale do Tua tomou para si a responsabilidade da obra de consolidação dos taludes daquela linha, um dos últimos passos para que os comboios voltem a circular.

A confirmação foi dada ao Mensageiro por João Gonçalves, novo presidente da Agência, enquanto autarca do município de Carrazeda de Ansiães.
“Estamos a dar passos, a preparar o processo para que se dê início às últimas obras necessárias para a liberação da linha. É um processo que envolve várias entidades, desde logo a Infraestruturas de Portugal, o IMT. O que posso adiantar é que há algumas semanas chegou-se a um acordo importante dentro da própria agência, de ser ela a dona da obra que falta executar [de consolidação dos taludes]”, começou por explicar João Gonçalves.
O mesmo responsável adiantou que está a ser preparado “todo o processo para que se possa lançar essa empreitada a curto prazo”.

“Sabemos bem que ela demorará cerca de seis meses e, portanto, se tudo correr bem, podemos ter novidades importantes, e favoráveis, em maio. Mas reforço que é um processo complexo e que ainda falta dar outros passos igualmente importantes”, disse ainda.

De acordo com João Gonçalves, em fevereiro foram assinados vários acordos e, num deles, o operador passaria a ser o dono da obra. “Entretanto surgiram dificuldades, ele recuou nessa intenção e, portanto, foi preciso fazer todo um trabalho que pudesse conduzir a outro tipo de solução”, explicou.

O autarca garante que “o operador vai manter-se”, desde que que fossem criadas as condições para que a operação possa começar no próximo verão.
A obra custará cerca de cinco milhões mas o sistema de financiamento mantém-se.

“Uma coisa é ser dono de obra e outra é a responsabilidade financeira, exatamente como contrapartida que está na Declaração de Impacto Ambiental pela construção da barragem de Foz Tua. Portanto, o plano de financiamento que está previsto é a EDP poder entrar com um valor que já estava programado e o remanescente ter origem quer na CP quer na Infraestruturas de Portugal através da Agência”, explicou.

João Gonçalves acredita que se possa “resolver esse problema a tempo de as obras começarem no outono”.