José Mário Leite

Quatro pedras coloridas e uma máquina de escrever

No recente debate entre André Ventura e Vitorino Silva, o candidato de Rans iniciou a sua intervenção, retirando do bolso quatro pedras de diferentes tamanhos e cores, recolhidas pelo próprio numa praia de Peniche. O mar que é, tal como os outros elementos, democrático por natureza, trouxera-os de outras paragens depositando-os no mesmo lugar onde, há décadas, por causa da democracia, vários presos políticos tinham levado a cabo uma arrojada e corajosa fuga da prisão. A título de graça, um amigo meu terá dito que levou as pedras mas esqueceu a fisga. Não creio.


A Zona Empresarial

pesar de haver quem, à viva força, queira fazer crer o contrário, não me movo por nenhuma cruzada contra nada, nem contra ninguém. Muito menos sou motivado por quaisquer razões pessoais ou familiares, muito menos as que, insistente e teimosamente, querem colar-me. Procuro, dentro das minhas capacidades, estar atento ao governo da nação, às ações que afetam a nossa região e à atuação concelhia.


A vacina!

epois de um empenho extraordinário, a nível mundial, aí está a autorização para se iniciar o tão ansiado e desejado período de vacinação para a Covid19. Duas preocupações aparecem, de imediato e legitimamente.
Será segura? Será eficaz?


PALMINHAS (Muito poucas e pequeninas)

Quando tive conhecimento do apoio que a Câmara de Moncorvo anunciou para o comércio local, apressei-me a aplaudir. É verdade que no final deixei um recado menos laudatório mas isso é perfeitamente normal e positivo. Toda a gente sabe que as críticas sérias, verdadeiras e fundamentadas dão um contributo muito grande para a melhoria do exercício do poder, muito superior e mais benéfico do que os aplausos acríticos e instintivos dos lambe-botas e apoiantes, ditos, incondicionais.


O Rabudo e a Chumbeira

O anzol e o tresmalho tinham uma utilização residual. As artes de pesca mais usadas, na ribeira da Vilariça, no tempo em que os peixes abundavam, vindos do Douro e do Sabor subindo pelo vale acima, chegando a ribeiros e até ribeirinhos, eram o rabudo e a chumbeira.


O Facilitador

Os militantes do PSD elegeram Rui Rio convictos de ser o melhor para afastar o Partido Socialista do poder (abrindo espaço para os sociais-democratas), contribuir decisivamente, como o próprio assumiu, para acabar com a esquerdista geringonça ou, no mínimo, liderar inequivocamente a ala direita da política portuguesa.
Tenho Rui Rio por homem sério e bem intencionado. Mas tal não basta para ser escolhido pelos portugueses para substituir António Costa, nem tão pouco para garantir a realização dos almejados propósitos com que se comprometeu


STAY AWAY (Fracas Qualidades)

Logo que ficou disponível, instalei, no meu telemóvel, a aplicação Stay Away Covid. Por três razões: é voluntária, mantém o anonimato e apoia o útil rastreio, deteção e confinamento de possíveis focos de disseminação da Covid 19. É uma ferramenta evoluída, segura e útil. Mas não é, obviamente, o Santo Graal do necessário combate à pandemia. Tem, reconhecidamente, algumas virtudes que são, igualmente, as suas maiores fraquezas, sobretudo se fosse tornada obrigatória como insensatamente queria o Primeiro Ministro.


Desconfinar? Sim, mas devagar

À falta de vacina, de imunidade de grupo e de tratamento eficaz é necessário adotar as melhores práticas para conviver com o coronavírus porque, independentemente dos resultados positivos obtidos, um pouco por todo o lado, está aí, não se foi embora nem está de partida. Estando posta de lado, e bem, a opção de confinamento total é necessário adequar a atuação à situação. O que, não sendo impossível, não é fácil. Há dois fatores nesta pandemia que dificultam muito a determinação das ações mais adequadas: o período de incubação e o elevado grau de contaminação.


O inocente e o suspeito

José Sócrates continua inocente, até que um tribunal, eventualmente determine o contrário (ou, porque não, confirme e decrete a sua inocência). Luís Filipe Vieira, é e continuará suspeito e indiciado de vários crimes enquanto não for ilibado, podendo sê-lo, a qualquer momento (mesmo antes da publicação desta crónica).