Cotrim de Figueiredo constatou em Bragança que emigrantes querem regressar a Portugal
O candidato a Presidente da República João Cotrim de Figueiredo constatou na feira semanal de Bragança, na passada sexta-feira, que a campanha eleitoral é “uma boa oportunidade” para se inteirar de problemas do país, “mas também da enorme capacidade de trabalho que os portugueses deram mostras”.
Este candidato deu como exemplo de resiliência os emigrantes, como os que vêm no Natal para estar com a família. “Todos eles mostram vontade de regressar de vez, mas também confessam que não têm condições para o fazer. O Presidente da República, que será eleito no ano que vem, terá essa responsabilidade de criar as condições para que as pessoas possam sentir a oportunidade e as condições para voltar a Portugal”, afirmou.
Foi precisamente na feira semanal que confirmou “um crescendo” na campanha eleitoral com “pessoas agradadas com a visita do candidato e com a vontade de manifestar o seu apoio”, afirmou Cotrim de Figueiredo.
Instado pelos jornalistas a comentar a mensagem de Natal de Luís Montenegro, o candidato ao mais alto cargo civil da nação, disse que foi oportuna no sentido que “o papel do primeiro-ministro também é inspirar as pessoas a mobilizarem-se”, porém, advertiu, a capacidade reformista deve ser independente dos momentos eleitorais. “É bom dizer às pessoas que não se pode continuar a deixar andar e a achar que não tem que se fazer mais pelo nosso país. Há necessidade de haver muito maior eficiência e capacidade de trabalho e geração de riqueza”, concretizou Cotrim de Figueiredo.
Em causa estavam as declarações de Luís Montenegro na mensagem natalícia, quando disse ser altura para o país se “desprender da mentalidade do deixar andar” e de “adquirir e trabalhar a mentalidade da superação”, citando o exemplo Cristiano Ronaldo. Mensagem que deu azo a polémica e críticas nas redes sociais.
Se estas mensagens “são importantes” segundo Cotrim, já lhe custou a ouvir “o relacionar essa vontade de fazer e o deixar andar com a ausência de eleições nos próximos anos e, é como quem diz, se houvesse eleições se calhar não tínhamos a mesma fé reformista”, salientou.
O candidato presidencial, que falou aos jornalistas à margem de uma arruda em Bragança, afirmou ainda que “é importante que os políticos tenham a coragem que pediu [Montenegro] que houvesse agora, mas sempre, e não só quando há um horizonte sem eleições à vista”.
No seu entender “mesmo quando há o risco de perder adesão eleitoral os governantes têm obrigação de ser corajosos e fazer as reformas que o país precisa, mesmo quando isso pode ser mal compreendido pela população pelo imediato”, sublinhou Cotrim de Figueiredo.
A ação de campanha em Bragança logo após o Natal “não tem uma razão especial”, esclareceu o candidato, pois “a campanha vai a todos os pontos do país, no continente e nas regiões autónomas, vai a todos os distritos e calhou em termos de agenda no dia 26 ser aqui”, explicou.
