Carlos Morais

 
 

Pobreza e trabalho

Sempre que trago um tema para reflexão, a primeira dúvida que me ocorre é a de procurar que o meu entendimento dos conceitos que analiso seja idêntico ao dos leitores. As opiniões podem ser concordantes ou discordantes, mas escritor e leitor devem estar em sintonia no entendimento dos conceitos, caso contrário, a informação é pouco eficaz e pode transformar-se num ruído que em vez de enriquecer o entendimento social só o confunde e complica.


Valores para viver em sociedade: Opinião de futuros professores

O conceito de valor não é fácil de definir, pois admite múltiplas e diversificadas interpretações. Nesta reflexão será utilizado o conceito de valor próximo dos apresentados no dicionário de sinónimos da Porto Editora, traduzidos pelas expressões “qualidade que desperta admiração por alguém, valia, mérito, préstimo” e “(ética) preceito ou princípio moral passível de orientar a ação humana”.


Os professores têm razão!

Acerca do tempo de carreira dos professores e do Orçamento de Estado para 2019, num artigo intitulado Tempo de carreira dos professores é a chave do OE2019, pode ler-se «“O Governo já disse que ia reconhecer dois anos, nove meses e 18 dias”, do tempo total de nove anos, quatro meses e dois dias, afirma o mesmo responsável, explicando que as negociações prosseguem. “Agora, é acertar as contas. O Governo diz que reconhecer tudo o que os professores pedem custa 600 milhões, os professores dizem que é um terço disso.


Coerência e contradições

Vivemos uma crise de valores, onde a palavra dada, a palavra escrita e a palavra cumprida nem sempre coincidem, o que torna as relações dos sujeitos com as organizações imprevisíveis e cada vez mais complexas. Saliento como exemplos, a crise que se vive no Sporting e a mudança de Governo em Espanha.


Verdade e Justiça

Vivemos uma época em que grande parte das afirmações provenientes das organizações ou das pessoas que lhe estão associadas são provisoriamente verdade, e ao mesmo tempo, tendencialmente falsas, ou seja, a verdade e a falsidade parecem depender dos interesses em causa e do contexto. Não me revejo numa sociedade com estes princípios e admito que a grande maioria dos portugueses também não.


Movimento pelo Interior

Talvez não seja muito consensual dividir o país em dois blocos, um constituído pelo Interior e o outro pelo Litoral. Desde há muitos anos que não é difícil constatar que em Portugal existe uma parte cada vez mais próspera e mais densamente povoada (Litoral) e outra parte cada vez mais desertificada (Interior). Vive-se uma realidade difícil de inverter, no sentido em que o Litoral tem pessoas a mais, tornando as suas vidas cada vez mais complicadas e o Interior tem pessoas a menos, com um número insuficiente para poderem ter garantidas melhores perspetivas de vida.