Márcio Santos

Meteo Trás-os-Montes

“Por muito que Julho queira ser, pouco há-de chover”

Julho trouxe consigo o que Maio e Junho não conseguiram trazer: as típicas trovoadas de verão. A semana arrancou com muita instabilidade atmosférica, as trovoadas foram generalizadas e tocaram praticamente toda a região. Foram localmente intensas e acompanhadas de granizo em alguns pontos, a precipitação registada foi uma autêntica bênção para muitos campos agrícolas.


“Em Maio, iguala o pão com o mato, a noite com o dia, o Sol com a Lua e o Manel com a Maria”

Desde que chegou, que a primavera se tem pautado pela variabilidade. Temos assistido a períodos de instabilidade, com precipitação abundante, intercalados por períodos de temperaturas bem acima da média com muito sol, como foi o caso dos últimos dias. Contudo, hoje já sentiremos uma mudança de tempo, chega uma nova massa de ar que fará descer significativamente as temperaturas, tanto máximas como mínimas e provavelmente teremos o regresso dos aguaceiros e trovoadas à região nos próximos dias.


“Não há maio sem trovões, nem homem sem calções”.

Já estamos em maio, mês das trovoadas, mas será que também maio já não é o que era? Recordo a minha infância, quando assisti a grandes trovoadas em maio, tão grandes que os ribeiros se enchiam em questão de minutos e muitas vezes galgavam as margens, os caminhos agrícolas ficavam intransitáveis e as perdas nos campos agrícolas eram frequentes, trovoadas que chegavam a meio da tarde duravam até de madrugada, os céus passavam horas a serem “rasgados” por raios que por instantes faziam da noite, dia.