Márcio Santos

Meteo Trás-os-Montes

O ano vai mal, se não há três cheias antes do Natal.

O período natalício aproxima-se a passos largos, os dias continuam a “minguar” a cada jornada que passa, continuaremos a perder minutos de luz solar até à chegada do inverno astronómico, que arrancará em Portugal e no hemisfério norte às 4h19 (Lisboa), do próximo dia 22, como sabem em meteorologia, as estações do ano não seguem o calendário astronómico, tendo assim começado o inverno meteorológico no passado dia 1 de dezembro, durará até ao próximo dia 29 de fevereiro de 2019.


No dia de Santo André, pega o porco pelo pé; se ele disser quié-quié, diz-lhe que tempo é; se ele disser que tal-que-tal, guarda-o para o Natal.

Em toda a região já se pensa na tradicional matança do porco, como sabem, trata-se de uma atividade que também depende em boa medida das condições meteorológicas, uma vez que é preferível que se tenha tempo seco e frio, fundamental para curar as carnes e para que se possa efetuar a secagem do fumeiro com qualidade acrescida, já o veremos adiante…


De Santa Catarina ao Natal, bom chover e melhor nevar.

Cumpriram-se as previsões e a neve acabou mesmo por aparecer pelo nordeste transmontano na semana passada, e surpreendeu, pois não esperava tanta acumulação como a que acabou por suceder nas montanhas no norte do distrito onde nevou com intensidade, em especial na passada quinta-feira, nas serras de Montesinho, Corôa e Nogueira, quando acabou por nevar também na capital, Bragança, com pouca intensidade e sem acumulação, de qualquer forma foi o suficiente para fazer da nossa cidade a primeira capital de distrito a registar o ansiado elemento branco na presente temporada invernal 2019/20.


“Se o Inverno não errar caminho, tê-lo-eis pelo S. Martinho.”

Os Santos já lá vão e novembro avança com rapidez, mês que marcará o fim do outono meteorológico, os dias continuam a perder luz solar de forma acelerada e à chuva, juntou-se nos últimos dias o tempo mais fresco, próprio da época em que estamos, pelo menos à data de hoje, parece ser provável que este ano não tenhamos o famoso “verão de São Martinho”, em boa verdade, não faz falta, até tivemos verão de mais nos últimos meses.


“Outubro chuvoso torna o lavrador venturoso”

Em pouco mais de 48 horas o tempo quente e seco deu lugar a um ambiente fresco e húmido em toda a região, por fim o anticiclone cedeu e permitiu a aproximação e passagem de frentes atlânticos, activos, que deixaram precipitação, recebida com agrado e entusiasmo não apenas no nordeste transmontano, mas em todo o país, as lareiras voltaram a ser as melhores amigas dos transmontanos, em especial durante as noites.


“Logo que outubro venha, procura a lenha

Outubro marca não apenas o arranque do segundo mês do outono meteorológico como também o início do novo ano hidrológico 2019/2020, embora ainda sem dados oficiais fechados, não é difícil adivinhar que o ano que agora terminou foi deficitário em toda a região, choveu menos que o habitual tendo em contas as normais climatológicas em vigência, o que nos deve preocupar não é a seca em si, sempre houve e vai continuar a haver, o mais grave é sem dúvida alguma a persistência cada vez maior de grandes períodos secos, seguidos de pequenos períodos chuvosos, que não conseguem por sua vez repor os ní