A opinião de ...

Os trabalhos de casa do Papa Francisco

Numa altura de pausa escolar e tempo de reflexão, o Papa Francisco marcou trabalhos de casa às crianças da Ação Católica italiana, que podem ser aproveitados por todas as crianças do mundo.
“Hoje Ele pede também que vocês que sejam pequenas ‘pontes’, onde vivem: percebem a necessidade de construir pontes, certo? Às vezes não é fácil, mas se estivermos unidos a Jesus, podemos fazê-lo”, disse o Sumo Pontífice aos jovens.
Pouco depois, encontrou-se ainda com uma delegação da Associação Italiana dos Trabalhadores Idosos, junto da qual defendeu que “o futuro de um povo supõe necessariamente um diálogo e um encontro entre velhos e jovens para a construção de uma sociedade mais justa, mais bela, mais solidária, mais cristã”, lê-se na notícia da Agência Ecclesia.
A intervenção destacou a importância do chamado ‘envelhecimento ativo’, sugerindo atividades de voluntariado, para contrariar o “estereótipo tradicional do idoso: doente, inválido, dependente, isolado, assediado pelo medo, com identidade frágil perdendo com isso o seu papel social”.
Por cá, as Universidades Seniores vão cumprindo muito desse desiderato, permitindo aprendizagens por gosto e não por obrigação, para além de proporcionarem atividade de enriquecimento pessoal notável.
Um papel que será cada vez mais preponderante numa sociedade cada vez mais experiente, em que as pessoas mantêm mais faculdades durante mais tempo e têm todo o direito de se sentirem úteis e estimuladas.
A grande dificuldade tem sido o alargamento deste tipo de atividades à comunidade mais rural, que vai mantendo a sua própria universidade, tratando do campo, diariamente.
Seria importante começar a dar cada vez mais atenção a este tipo de iniciativas, pois a forma como tratamos os nossos ancestrais diz muito da sociedade que somos.
Como já dizia a minha avó: “Filho és, pai serás. Assim o fizeres, assim acharás.”

Na sua Mensagem de Natal, D. José Cordeiro convid-nos a “experimentar a Eucaristia, “dom da caridade e mistério de eterna vida”.
Nestes últimos dias antes do Natal, o Papa Francisco voltou a recordar a importância do presépio. Ontem, na audiência semanal, a última deste ano, lembrou que “o presépio é mais atual do que nunca, num momento em que todos os dias se fabricam no mundo tantas armas e tantas imagens violentas, que entram nos olhos e nos corações. O presépio, pelo contrário, é uma imagem artesanal de paz, e por isso é um Evangelho vivo”.
Numa altura em que nos deixamos cegar pelas luzes intensas do consumismo, foquemo-nos no básico da vida, o nascimento. Bom Natal a todos!

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