A Segunda Pele de Balbina Mendes
Adolfo Correia da Rocha, Camilo de Mendonça, Adriano Moreira, Graça Morais, Cândida Florinda Ferreira, Beatriz Arnut, todos transmontanos nas suas raízes e no seu húmus.
Adolfo Correia da Rocha, Camilo de Mendonça, Adriano Moreira, Graça Morais, Cândida Florinda Ferreira, Beatriz Arnut, todos transmontanos nas suas raízes e no seu húmus.
Adolfo Correia da Rocha, Camilo de Mendonça, Adriano Moreira, Graça Morais, Cândida Florinda Ferreira, Beatriz Arnut, todos transmontanos nas suas raízes e no seu húmus.
Fulminante mas perdurável. O novo álbum de Rosalía apanha todos, prevenidos e desprevenidos, e faz-nos voar para outra dimensão. Fortíssimo. Com uma música extraordinária, vozes e instrumentos autênticos, em cocktail com elementos electrónicos e techno, simbolismo das imagens dos videoclips, letras, duma genial poética e adesão à realidade – fazendo-as intemporais, tão íntimas! Emoção, indescritível, a despertar escondidos, profundos e esquecidos sentimentos.
Chegados aqui, ao último Outono em que Marcelo Rebelo de Sousa é o nosso Presidente da República, estamos todos um pouco desejosos de que as eleições para o PR passem depressa. Muitos, não tanto porque queiram ver uma cara nova em Belém, mas porque já não suportam ver nem ouvir MRS nas tvs, nos jornais ou em cerimónias e discursos.
1. Na história de Macedo, uma ruptura política com o status quo significa que se vai em frente e progride. Foi assim ao ser vila, no século XIX; com as estradas e comboio; o grupo do comércio que trouxe o primeiro avião ao Nordeste em 1922; o Dr.
Bragança. Um grupo de rapazes e raparigas entrou no café. Não o fez de qualquer maneira: eles deixaram-nas passar à frente. Poderia ter sido uma coincidência mas o que é certo é que cumpriram uma das regras de cortesia de dar a primazia às senhoras. Reparando nos comportamentos, algo que quase nos passa ao lado no dia a dia, habituados como estamos a que, nesta época, tudo esteja muito esquecido e confuso (estará?!), podemos surpreender-nos, sobretudo se estivermos em Bragança.
Colocados perante a arte, a primeira atitude é a de perplexidade. Depois desse inicial sobressalto, então vêm-nos as emoções, a compreensão ou não, a aceitação ou repulsa, a acção e vontade. E o mais que se quiser, por esta ou por outra ordem. A arte tem a capacidade de fazer despertar a mais adormecida das nossas convicções e confissões íntimas.
Há praças mais imponentes, como a do Terreiro do Paço, mais monumentais, como a Maior de Salamanca, mais esplendorosas, como a Piazza Navona ou, até, com medidas transcendentes, como a de S.Pedro, no Vaticano. Mas poucas ou nenhuma terá a familiaridade, a presença na nossa vida, a dimensão cheia de memórias inesquecíveis como a pequena, preciosa e significativa Praça da Sé.
Uma, a decumana, calcada pelas sandálias romanas, e outra, filipina, de cavalaria militar. Uma ao lado da outra, a noite nelas foi tão palpitante como o dia. São duas ruas extraordinárias de Portugal, e ao percorrerem-se (como o dedo pelas lombadas de títulos inenarráveis duma interminável biblioteca), é a vida, a grandeza e a servidão humanas, a recomposição da sociedade na História que podemos vislumbrar. Rua Direita e Rua de Trás.